Olá, eu sou a Luciana Costa, Lu pros mais chegados, tenho 38 anos e uma filha fofa demais de 9 anos que se chama Maria Fernanda, mas na escola os amiguinhos só a chamam de Mafê.

Eu resolvi escrever a minha história, contando como decidi ser empreendedora. Eu gosto muito quando vejo uma história sincera e bem comum, daquele tipo que poderia acontecer comigo ou com qualquer um. Sabe por que? Porque faz com que eu me sinta conectada. Histórias que conectam as pessoas, criam vínculos e tocam a alma são as melhores de ser lidas e compartilhadas.

Por isso, decidi contar o que aconteceu comigo. Eu vivi um período complicado e consegui dar uma virada super positiva. Acho que muita gente pode vir a se identificar comigo e quem sabe até mesmo ser ajudada. Então, meu objetivo aqui nada mais é do que abrir o meu coraçãozinho e compartilhar as minhas descobertas contribuindo para suas próprias reflexões.

Afinal, quem nunca se sentiu desorientado, perdido na vida?!

E desmotivado depois de algum tempo realizando a mesma coisa, trabalhando no mesmo lugar ou com as mesma tarefas? Quem nunca quase surtou? Ou até surtou…Eu passei por um período assim! E você?

 

Minha história começa quando eu era pequenina no jardim de infância.

Eu já gostava de artes! Essa era minha aula preferida! Eu me lembro que me animava toda quando chegava a hora de desenhar e tinha algumas crianças que nem davam bola, preferiam brincar… e eu não podia entender porque pra mim aquilo era o máximo!

Eu fazia meus desenhos com maior carinho. Recebia vários elogios e isso me deixava super feliz, mas ao mesmo tempo um pouco envergonhada.

E quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescer, eu dizia prontamente: desenhista! Eu não tinha dúvida! Na minha cabeça só existia um único caminho: trabalhar com desenho.

E foi assim até o vestibular, me inscrevi em todas as faculdades para desenho industrial.

 

Cursei desenho na UFRJ e fiz pós-graduação em Marketing e Design Digital na ESPM. Eu me formei na época do BOOM da internet, quando era tudo novidade e me especializei em web.

Sempre fui pelo caminho das artes e aliando desenho com internet virei webdesigner. Trabalhei com identidade visual e websites em diversos lugares, cada um com uma finalidade específica, como: e-commerce, jornais, agências etc.

 

Em teoria eu estava fazendo o que eu gostava, certo? Não, havia algo errado.

Em alguns momentos, eu sentia que eu não pertencia àqueles lugares. Como se de repente, eu não me encaixasse mais. As pessoas eram ótimas, fiz muitos amigos nos lugares por onde passei. Tive a sorte de conhecer gente incrível. Mas acho que o modo de trabalho muitas vezes não era o ideal pra mim. Eu me senti perdida muitas vezes. Por conta desse senso de não pertencimento e um desejo por algo diferente saí algumas vezes dos lugares que trabalhava sem ter pra onde ir. Muita gente achava maluquice e outros achavam que eu tinha coragem.

E eu vou te dizer, eu me sentia MUITO BEM, era como um resgate pela minha liberdade! Eu saía pra ser freelancer e ia com a cara e a coragem. E sabe de uma coisa? Sempre dava certo!
Mas houve um período que eu fiquei muito triste e desorientada. Tudo porque num dado momento eu achei que eu precisava crescer na vida, ser mais bem sucedida, acelerar as coisas… De repente se tornou uma necessidade visceral me tornar bem sucedida financeira e profissionalmente. Eu tinha a sensação de que o tempo passava e eu estava estagnada.

Só que junto com esse desejo ardente, eu tinha a minha vida pessoal, minha família, minha casa e tudo isso junto já demandava bastante.

 

Eu vivi intensamente o drama da mulher moderna

Aquela que trabalha, cuida do filho e fica se torturando porque quer ter mais tempo, ficar mais em casa.

As vezes, minha filha pedia pra eu ir buscá-la na escola e isso era uma tarefa quase que para uma super heroína, dado ao intenso ritmo de trabalho, afinal eu trabalhava muitas horas. Meu coração doía quando ela dizia: ” a mãe de fulana vai buscar ela todo dia na escola e você não vai quase nunca”…Isso me corroía por dentro…Não foi um período legal, foi péssimo pra dizer a verdade…

 

Passei um tempo assim… e comecei a acreditar que eu não servia para aquele tipo de trabalho, achava que eu não gostava mais de fazer aquilo e que eu tinha escolhido errado! Eu tinha a sensação de que todos os meus trabalhos tinham resultados ruins.

E sentia que a culpa era minha, porque escolhi errado a minha profissão e ia ter que dar um jeito de resolver aquela porcaria de situação na qual tinha me colocado. Foi o momento do surto!

Ah! E vou te contar uma coisa muito importante! Preste  bastante atenção! Você não ter mais crença em si mesmo é uma das piores coisas que você pode fazer a si mesmo e a sua família. 

 

A pressão que eu criei pra mim era tanta que eu comecei a murchar. Eu queria vencer na vida, crescer profissionalmente e ao mesmo tempo tinha perdido a fé em mim mesma!

Além de não acreditar que eu era boa, achava que o mundo tambem não era legal. Vivia o caos. Chegava em casa transtornada e chorava muito, não sabia como eu tinha entrado nessa situação.

 

Uma luz no fim do túnel

Eu sabia que havia algo errado, na verdade estava TUDO errado. Comecei a buscar informações sobre auto conhecimento e uma amiga querida me recomendou um livro maravilhoso (Peça e seja atendido) e foi a partir dele que as coisas começaram a melhorar.

Li várias coisas que me ajudaram muito a entender que o problema todo estava no modo como eu me relacionava comigo e com o mundo. Eu não seria feliz e não daria um basta naquele modo de vida angustiante enquanto não mudasse a forma como enxergava as coisas.

 

Enfim, comecei a planejar minha nova vida e consegui ver opções para mim. O mais importante é que eu parei de acelerar e achar que eu tinha que ir mais longe. Tirei a pressão que eu mesma tinha colocado em mim. Continuei trabalhando e planejando o meu negócio. Levou um tempo de transição, mas minha mente se abriu, hoje eu tenho certeza que amo o que eu faço, amo meu trabalho! E sei que se a gente faz o que ama a chance de obter sucesso é gigantesca!

As vezes a gente precisa ter coragem para mudar não só o ambiente de fora, trocando de trabalho, mas mudar também por dentro, o nosso olhar e a nossa mente.

Hoje vejo que eu sou capaz de ir longe e enxergo um mundo de possibilidades.

Resolvi investir no meu negócio, estudar, me aperfeiçoar, ajudar e ensinar pessoas. Gosto da ideia da flexibilidade e maior controle do processo de trabalho. Conheci mulheres incríveis que como eu estão empreendendo em seus negócios, mas também estão aprendendo e se ajudando.

Trabalhar no seu empreendimento é intenso, porque é seu. Você se dedica, faz com todo o amor que existe dentro do seu coração e deseja que fique perfeito!

Eu espero que essa minha história possa servir de incentivo para o seu primeiro passo! E que também possa inspirar alguém, que esteja perdido como eu estive, a procurar a saída. Basta olhar pra dentro de si mesmo e ouvir o seu coração. As coisas boas acontecem, é só acreditar em você.

Obrigada especial a esses dois aqui da foto, que povoam meus dias tornando eles mais alegres! 🙂

minha família

Eu, Mafê e Dani, essa foto é uma das minhas preferidas!

Um beijooooo

 

 

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